O câmbio automático precisa de manutenção? Sim!

Você sabia que o câmbio automático também precisa de manutenção? Pois é, muita gente imagina que, por ele passar as marchas de forma autônoma, isso exclui a necessidade de reparos e observação. Mas não é bem assim…

Realmente, o câmbio automático pode durar muito tempo quando bem cuidadoindependente do seu tipo —, a ponto de transparecer a ideia de que ele não necessita de manutenção. No entanto, isso é resultado de medidas preventivas.

Quando negligenciado, ele pode sequer passar dos 50 mil km rodados e, então, falhar. Além de não funcionar adequadamente, o reparo do câmbio automático é considerado o mais caro de se fazer em um veículo.

Por isso, nas linhas abaixo, vamos listar alguns cuidados, pontos de atenção e dicas de como manter a vida útil do câmbio automático.

Câmbio automático: como identificar problemas

Mesmo que o seu carro passe por manutenção adequada nos períodos recomendados pela montadora, é importante ficar atento a alguns sinais que podem indicar a necessidade de reparos no câmbio automático.

Listamos abaixo cinco alertas:

Ruídos → Assim como em outros componentes do veículo, o câmbio automático pode apresentar alguns sons estranhos durante a direção. Esses ruídos podem indicar que peças estão se enroscando — o que causa desgaste das mesmas — ou revelar algum rompimento

Trancos → Geralmente a mudança de marcha é quase imperceptível ao motorista — claro, desconsiderando a alteração na velocidade — porém, em alguns casos que o câmbio automático não está com lubrificação suficiente ou desgaste, ele pode apresentar alguns “trancos”, pequenas trepidações. 

Vazamentos → É importante observar se há vazamentos dos fluidos do câmbio automático. Eles servem para manter a lubrificação dos seus componentes e diminuir o aquecimento. Se isso acontecer, a necessidade pode antecipar a manutenção recomendada pela fabricante.

Aquecimento → Como uma das funções do lubrificante é resfriar o câmbio automático, a redução desse fluido pode causar aquecimento, portanto precisa ser reposto.

Torque mais fraco → Se a velocidade é atingida, mas o carro não corresponde, isso causa uma sensação de “dirigir na lama”; ocorre quando as rodas ficam “patinando”. Ou seja, essa falta de torque necessária pode ser um indicativo de que o câmbio automático está prejudicado. É importante levar o carro a uma oficina quando isso acontecer, pois se a situação se agravar, a roda vai girar, mas o automóvel não vai sair do lugar, obrigando o condutor a chamar um guincho.

Esses sinais são fundamentais para evitar problemas durante a direção, porém é possível evitar uma situação mais grave ao apenas seguir os cuidados previstos pela montadora, os quais constam no manual de cada veículo.

Como funciona a manutenção dos automáticos?

Todas as montadoras indicam no manual o período adequado para manutenção dos componentes do veículo para evitar que eles se desgastam, assumindo maior durabilidade.

Essa manutenção preventiva, basicamente, vai avaliar o nível do óleo do câmbio e se ele precisa de substituição, assim como também vai observar se os mecanismos estão em bom estado e funcionando corretamente. 

Neste caso, é importante examinar o aspecto do fluido para entender se há necessidade de antecipar a substituição. Vamos falar mais sobre isso no próximo tópico.

Entretanto, há outras medidas que podem influenciar em uma vida útil maior para o câmbio automático. Confira:

Direção → Conduzir o veículo de forma irresponsável, acelerando e arrancando bruscamente, pode danificar as peças do câmbio automático.

Atenção na ré → NÃO se deve engatar a marcha ré quando o carro estiver em movimento, pois o impacto pode danificar os componentes de forma a exigir reparos. Alguns carros já vem com travas que impedem que a marcha vá para ré. Mas nos que não há: ATENÇÃO.

Reparo → Se o câmbio automático necessitar de um reparo, faça-o, não deixe para depois ou aguarde a manutenção periódica, pois ele pode se desgastar mais ainda e chegar à situação de precisar ser removido completamente. Como ele é uma peça muito cara, em alguns casos, o custo para reparo pode chegar ao preço do automóvel.

Resfriamento → O aquecimento geral do carro pode indicar falta de água, que também atua no resfriamento de vários componentes. Nesse contexto, ela também atua para que o câmbio automático não superaqueça e danifique.

Apesar de não fazer parte da manutenção preventiva oficialmente, esses cuidados funcionam como uma, pois mantém a vida útil do câmbio automático.

As cores do óleo e o que elas significam

É muito comum encontrar a cor vermelha para o óleo do câmbio automático, porém ele nem sempre vem assim. Alguns fabricantes preferem o azul, verde, amarelo, ou seja, cores bem vivas para designar que o fluido está novo.

E este é um aspecto que deve ser observado na hora de avaliá-lo, pois quando ele vai ficando escuro, significa que está envelhecendo e perdendo sua funcionalidade.

Conheça as cores e condições dos óleos no câmbio automático do veículo

Cor natural → Quando o óleo está na sua cor de fabricação (azul, vermelho, amarelo ou verde), significa que ele ainda está novo e em excelentes condições de uso. É importante avaliar se está bem transparente e brilhante.

Marrom claro → Esta cor, quando transparente, indica que ele ainda está bom, mas que em breve precisará ser descartado, provavelmente em mais 40 mil km rodados. Quando o fluido estiver assim, é importante continuar verificando sua condição constantemente.

Marrom escuro → Neste momento ele começa a perder a transparência e significa que o fluido está contaminado. A lubrificação do câmbio automático fica comprometida, podendo resultar em superaquecimento e falha do componente. Aqui, é necessária uma visita imediata na oficina.

Preto → Neste estágio, o fluido começa a apresentar odores estranhos, como “torrada queimada”. Essa cor indica que o câmbio automático pode estar com algum problema mais grave, o que faz o óleo envelhecer, ficar sujo e contaminado desse jeito. Não adianta repará-lo nem insistir no uso, mas sim chamar um guincho e levá-lo ao profissional adequado.

Espumoso → Quando isso acontece, significa que o fluido se misturou à água ou outro elemento. Ele também pode apresentar um aspecto meio leitoso, opaco e borbulhante. Essa situação pode indicar um vazamento em algum componente que, obviamente, vai precisar ser identificado e consertado antes de reparar a transmissão do câmbio automático — se houver conserto.

Além das cores, é importante observar o aspecto. O ideal é que o óleo esteja sempre em uma cor vibrante, brilhante e transparente. Se ele ficar opaco, leitoso, pastoso, grosso ou com qualquer outra característica semelhante, vai ser necessário levar o veículo para uma avaliação profissional.

O cheiro também pode indicar problemas no fluido. Ele deve sempre exalar um odor de limpeza, qualquer outro cheiro pode indicar que algo está errado, seja no câmbio automático ou no próprio óleo.

Os tipos de óleo de câmbio

Existem cinco tipos de óleos para câmbio automático. Confira:

Dexron VI → Fluido sintético que atende à maioria dos carros automáticos porque possui uma fórmula nova que é resistente ao frio, calor, oxidação e atrito; possuindo o diferencial em modificadores de atrito.

ATF → Óleo mais indicado para altas temperaturas e cargas por apresentar melhor performance nesses casos.

Multi ATF → Óleo de câmbio automático totalmente sintético produzido com alta tecnologia, oferecendo melhor proteção das engrenagens, maior desempenho das embreagens e melhoria no consumo de combustível.

CVT F → Fluído específico para uso em câmbio automático do tipo CVT. O interessante é o seu ciclo de troca, que é feito a cada 100 mil kms rodados.

DCTF → Indicado para veículos com câmbios DCT. O óleo apresenta alto desempenho.

E nos elétricos, existe câmbio automático?

A resposta é sim, porém o câmbio automático é diferente dos modelos à combustão, principalmente porque nos carros elétricos, suas rodas são ligadas diretamente ao motor por um eixo diferencial.

Em um elétrico, também há a presença do câmbio, mas ele não possui tantas marchas como um modelo tradicional. Ele traz apenas três: o drive, o neutro e a ré.

No drive, de acordo com a aceleração no pedal, a rotação vai aumentando gradativamente. No caso do neutro, o sistema desconecta as rodas dos freios — diferente dos modelos tradicionais, que retiram a placa de embreagem. E na ré, o sistema apenas inverte a rotação das rodas.

Mas essa não é a única diferença entre os elétricos e os à combustão. Você pode conferir todos os detalhes sobre esse tipo de carro no material gratuito que preparamos abaixo.

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